quinta-feira, 16 de outubro de 2008

DÁDIVA


Se ao praticar uma dádiva você sentir que perdeu alguma coisa, certamente, seu ato não foi feito com a sinceridade devida.
Nada se multiplicará.
Se ao praticar uma dádiva você sentir que houve má vontade de sua parte, certamente, seu ato não foi teito de coração.
Nada se efetuará.
O fator difereciador por trás de toda dádiva é a intenção do coração.
E a intenção do coração tem que ter um foco apenas: gerar alegria.
Alegria para o doador e alegria para o agraciado que a tudo recebe de braços abertos.

TÉRCIO DE PAIVA FARIAS

sábado, 4 de outubro de 2008

DOIS CENTROS



Temos dois centros.

Um, verdadeiro, veio conosco, outorgado pelo Criador - trata-se do Eu.

O outro, falso, foi-nos outorgado pela Sociedade - trata-se do Ego, um grande truque.

É através do Ego que a Sociedade nos formata a ponto de controlar e ditar comportamentos.

Esse farsante penetra em nossas entranhas e se ajusta de tal maneira que passamos a tê-lo como se fosse a nossa própria identidade.

E caso a Sociedade não nos reconheça por meio dele, acabamos abalados e confusos a ponto de nem sabermos mais quem realmente nós somos.

Enquanto isso, o nosso Eu permanece submerso, à sombra do vilão representativo da Sociedade, mas inquieto o suficiente a ponto de provocar um quê de infelicidade que, do lado de fora, não conseguimos decifrar muito bem.

Desesperados, tentamos aliviar com chutões o perigo que ronda a nossa área.
Damos bico em qualquer direção e se possível for, somos capazes de jogar tudo para escanteio.
Mas nada consegue amenizar a amarga dor provocada pelo Eu que, resistente, teima em tomar de vez o seu lugar.
No centro absoluto da vida.


TÉRCIO DE PAIVA FARIAS