quinta-feira, 31 de maio de 2007



Família

Ruth & Tércio / Felipe & Trícia


Ruth & Tércio

TRIBUTO AO PR. RAIMUNDO DE PAIVA FARIAS



O que acontece quando um homem super dotado por Deus, que enxerga cenas das Escrituras ainda obscuras a pessoas comuns como eu, resolve expressar o seu profundo conhecimento ?
Vêm à lume preciosidades que enaltecem e alegram os corações.

Sinto-me enriquecido por ter recebido do pr. Raimundo, através de prédicas incendiárias, verdades eternas em forma de pepitas buriladas que vivificaram a minha alma sedenta.
Foram porções vindas diretas do trono de Deus.

Mergulhando em sua obra, logo percebi que Deus, quando qualifica certas pessoas para tarefas específicas, sempre lhes dá algo a mais.
No caso do pr. Raimundo, além de seu notável talento como descobridor de jóias raras da Palavra de Deus, era possuidor também de uma magnífica oratória que vinha adornada por um carisma tão hipnótico que, não raras vezes, arrebatava até ao mais indiferente dos ouvintes.

Apreciá-lo pregar era como se a configuração da autoridade celestial se materializasse entre nós.
Não havia refutação possível à sua fala.
É claro que eu o reputo como um dos maiores pregadores que já tivemos em nosso país.

Mas há um outro lado fascinante na vida deste homem de Deus: o seu notório despojamento.
Nele não havia espaço para a vaidade pessoal.
Nunca, em nenhum tempo, valeu-se de seu profundo saber para projetar-se na seara denominacional ou em outros arraiais mais cotados.
Contentou-se em, semanalmente, distribuir as riquezas de Deus aos seus ouvintes na Igreja Batista de Vila Curuçá, ou então, diante dos microfones antiquados da Rádio Clube de Santo André.
Quem, da época, não se lembra de suas candentes mensagens no "Cânticos na Noite" ?
Marcaram época e marcaram vidas.

Em sua singeleza, o pr. Raimundo acreditava que esta era a sua contribuição para a expansão do Reino de Deus aqui na Terra.
Quanto melhor o alimento dado ao rebanho - pensava ele - mais nutrição e fortalecimento ao Corpo de Cristo, para fazer frente às terríveis investidas do poder das trevas.

Às vezes, eu me pego a pensar, não sem uma pontada de pesar, no limitado reconhecimento humano que ele teve, e se é que teve algum, certamente, nunca foi o que mereceu.
Essas coisas são assim mesmo, ainda bem que os que verdadeiramente são grandes não dão importância aos aplausos efêmeros da multidão.
É que eles chegaram a uma outra dimensão, aquela que alcança por inteiro o nível do ser.
Essa fica muito longe da maioria dos mortais, carentes de sensibilidade no campo da percepção.
Talvez seja por isso que o reconhecimento chega habitualmente atrasado, o que não deixa de ser lamentável, até mesmo porque é só quando ele chega que percebemos o quanto perdemos, ou melhor, o quanto deixamos de ganhar.

Nessa minha reminiscência, pude constatar que o pr. Raimundo deixou um vigoroso legado que a muitos passou despercebido - os seus "filhos na fé".
Não necessariamente aqueles que chegaram a Cristo através de sua instrumentalidade, mas aqueles que adentraram com ele nas profundezas da Palavra de Deus.
Hoje em dia, são mestres, pastores, professores e líderes em várias partes do país.
O ensino sedimentou-se de forma tão absoluta nesses "filhos na fé", que muitos deles, apesar de reveses da vida, mantiveram-se firmes na rota, graças ao alicerce da Palavra de Deus ministrados pelo piedoso pastor.
Assim, a vida do Pr. Raimundo mais uma vez foi honrada por Deus.

Aquela pontinha de sentimento pela falta de reconhecimento a ele a que me referi, tem se tornado cada vez menor devido as consolações que vêm do alto céu.
Duas delas eu quero compartilhar:
A primeira, os fragmentos marcantes de seus ensinos e pregações que estão indelevelmente fixados em minha memória e gravados no coração.
Ninguém os tira de lá.
A segunda, porções de sua obra contendo pérolas de grande valor, trazendo em seu bojo toda a essência de suas mensagens.
Essa me foi outorgada.
Posso dizer, sem sombra de dúvida, que foi a minha capa de Elias.
Claro que me sinto como um Eliseuzinho.

Agraciado que fui com essa herança ministerial, tenho-a aproveitado à exaustão, o que faz com que, a cada dia, eu esteja mais apto a reparti-la com os outros.
Isso era tudo o que ele queria de mim.

Obrigado pr. Raimundo,
PAI AMADO, SÁBIO MESTRE, VELHO E QUERIDO PASTOR.



TÉRCIO DE PAIVA FARIAS

Um filho cheio de admiração a alguém que foi verdadeiramente grande a seus olhos.

COMPLEXO DE JONAS


O psicólogo Abraham Maslow cunhou uma expressão que tem caracterizado os indivíduos que sentem medo de seu próprio talento: Complexo de Jonas.
Quem carrega o Complexo de Jonas, tenta fugir de suas aptidões, de forma deliberada, como Jonas - o profeta fujão - o fez.

Tomo a liberdade para dar um recado a quem está fugindo de suas habilidades e dons: Pare, não fuja mais.
Dê meia-volta agora.
Retorne e constate que você é possuidor de preciosos dons que lhe são inatos.
Note que você detêm um amplo potencial que, uma vez colocado em prática, tem o poder de transformar o meio onde você está inserido.
Sabemos que todos têm o seu desafio particular, a sua Nínive, a princípio, cheia de assombração.
O profeta fujão - Jonas - preferiu não encarar de frente o desafio proposto por Deus, muito embora soubesse que tinha aptidão para a empreitada.
Enquanto fugitivo, só levou bordoada, até parar nas entranhas gosmentas do grande peixe especialmente preparado para abocanhá-lo.
Foi conduzido na marra para Nínive.
E só quando resolveu obedecer e proclamar as palavras que Deus lhe incubira é que se deu conta de que a atemorizante Nínive estava em deleite por Deus.

Com certeza, há lugar espaçoso para os que oferecem seus dons e habilidades para suprir desafios que diuturnamente se manifestam.
Para alcançar o paraíso espaçoso, basta apenas uma coisa: Obediência irrestrita às ordens do chefe.
Nínive está bem ali e é o chamado de cada um de nós.
Foi para lá que Jonas foi recrutado, mas desobediente teimoso, preferiu se esgueirar tentando um fuga frustrada.
Ele não sabia que Nínive era o seu lugar espaçoso, o lugar que supriria todas as suas necessidades, as suas e de seus semelhantes.
Meu prezado amigo, há alguma razão para continuar no sufoco em que está metido, mantendo o tão inútil Complexo de Jonas dentro de você?
Claro que não.
Então, meu caro, por que não toma a iniciativa?
Levante-se e rume imediatamente para sua Nínive.
Só assim ficará livre desse horrendo grilhão.

TÉRCIO DE PAIVA FARIAS

RELATIVIDADE DOS DADOS



O papel das ciências sociais é essencial, ninguém discute que elas são importantes.
Entretanto, elas se aferram em fazer escrutínios determinando aquilo que as pessoas fazem e sentem.
Os dados interpretados através de estudos, relatórios e da mídia em geral, tornam-se quase que normas determinando o que as pessoas devem fazer.

Pensando na maldade humana, não é difícil deduzir que este tipo de método, tem servido para engendrar processos de degeneração crescente, valendo-se de sutis manipulações.

Por outro lado, se o estudo em escala global dos atos humanos comprova que há uma diversidade infinita de costumes e concepções, também não é difícil concluir que todos acabarão levados à noção de relatividade até nos aspectos morais.

No ponto de vista cristão, a estatística pode até servir de instrumento, mas ela por si mesma, não pode outorgar a sério, nenhum conhecimento profundo do mundo.
Como também não serve para fixar quaisquer normas de vida para quem quer que seja.

Diante disso, só nos resta colocar esses tipos de dados sempre em cheque, e tão somente registrá-los como informação, mas nunca como determinação a ser seguida.

TÉRCIO DE PAIVA FARIAS

INDIFERENÇA CRUEL




O antônimo do amor é o ódio.
Mas o que estraçalha o amor é a indiferença.
O ódio - forma pervertida do amor - ainda consegue a façanha de, pelo menos, tratar o outro como uma pessoa.
Já a indiferença, por sua vez, não tem um pingo de consideração, estabelece que o outro não passa de uma coisa estratificada e ponto final.

Ao final das contas, a indiferença é bem pior do que um ataque frontal, pois o ataque pressupõe que o agressor, só o faz porque ainda considera o outro como uma pessoa, algo passível de ser confrontado.
Por seu turno, a desconsideração por um semelhante e por suas necessidades - a indiferença - é cruel o bastante para deixar o outro desnudo de sua personalidade e rebaixado à categoria de um mero objeto impessoal.
Convenhamos cá entre nós, é crueldade demais para o nosso gosto.
Imaginem então como o é para o gosto do Todo-Poderoso.

TÉRCIO DE PAIVA FARIAS

REFINO DA PRATA


Em um quintal pequeno de um vila judaica, um refinador de metais observa com atenção os sulcos e veios do chumbo e de outros metais nos pedaços de rocha tirados da profundeza da terra.
Seus olhos experientes já perceberam que misturado com o minério existe prata.
Prepara o fogo, pega o martelo e começa a esmagar a massa informe em pequenos pedaços.
Coloca tudo em um pequeno recipiente de barro chamado cadinho, que cuidadosamente é levado ao fogo no ponto exato.
Senta-se e espera, mas sem tirar a atenção do fogo, pois a prata é muito valorosa para perder-se por alguma displicência de sua parte.
O minério, vagarosamente, vai amolecendo, e a prata, por sua menor fusão e maior densidade, é quem primeiro se funde, chiando e borbulhando ao liberar o oxigênio nela contido.

Nessa altura, as impurezas incrustadas desapegam-se e sobem à superfície, ficando bem à vista do refinador, que atento, lança-as fora imediatamente.
Esse processo de limpeza se repete muitas vezes, até que ... sorriso de satisfação se estampa na face cansada do fundidor.
Um líquido prateado vai tomando forma e com tal consistência que o refinador pode até ver o seu próprio reflexo, bem nítido, na preciosidade à sua frente.
Finalmente a prata está refinada, não antes de um longo e doloroso processo carregado de paciência.
O que antes era feio e grosseiro, tornou-se belo e precioso, mas teve que passar por dura prova e tremendas provações.


"Pois tu, ó Deus, nos provaste; tu nos afinaste como se afina a prata". (Sl. 66:10)

Não há outro jeito.
Para se tornar prata, é preciso passar por provas e provas de fogo, senão não há possibilidade de depuração.
O teste de fogo expõe sujeiras e toda espécie de falhas e defeitos, a nada encobre, deixa tudo à mostra e bem na crista da onda para todo mundo ver.


"O crisol (cadinho) é para a prata, e o forno para o ouro, mas o Senhor prova os corações". (Pv. 17:3)

Duas coisas são fundamentais no processo de depuração:
a primeira é que as escórias têm que ficar expostas, e à mercê da maledicência alheia;
a segunda é que elas têm que ser rejeitadas e, sem cerimônia alguma, jogadas fora.


"Lança fora ao escarnecedor, e se irá a contenda, e cessarão a questão e a vergonha". (Pv.19:10)

É só depois da cuidadosa depuração feita pelo fundidor que a prata pode mostrar todo o seu fulgor.
Deus - o cuidadoso refinador - não dá moleza para as imundas escórias, até porque o brilho prateado de cada um pode correr o risco de ficar obscurecido se assim Ele não proceder.
Se a sujeira for deixada, a prata também ali permanece, só que será taxada como prata rejeitada porque estará cheia de impurezas.


"Já o fole se queimou, o chumbo se consumiu com o fogo; em vão fundiu o fundidor tão diligentemente, pois não são arrancados. Prata rejeitada lhes chamarão,
porque o Senhor os rejeitou". (Jr. 6:29-30)

O segredo, prezado amigo, é: deixar-se limpar de toda a sujeira.
E o que faz a limpeza tem habilidade celestial, e sabe como ninguém, extrair toda a impureza que pode toldar o fulgor pessoal.
TÉRCIO DE PAIVA FARIAS

GRAÇA GRACIOSA

A pessoa dotada de graça é graciosa naturalmente.
É aberta, calorosa e comunicativa.
Aberta porque não há nenhuma tensão restringindo o fluxo de seus sentimentos.
Calorosa porque sua energia não está presa a conflitos emocionais.
Comunicativa porque não desenvolveu nenhuma defesa neurótica ou esquizóide contra a vida.

O único perigo é a perda da graça.
Perdendo a graça, fatalmente perderá a graciosidade.
TÉRCIO DE PAIVA FARIAS

quarta-feira, 30 de maio de 2007

Garoto-Propaganda


Dando uma de garoto-propaganda.
Fui bem.

CULPA FUNCIONAL & CULPA VALOR



Para Freud, o sentimento de culpa é apenas o efeito de um
constrangimento social.
Sabe-se que até os cães mostram sinais evidentes de culpa quando desobedecem, antes até que se ralhe com eles.

Hoje em dia, até "freudianos" mais convictos admitem
distinção entre funções e valores.

Um sentimento de culpa funcional é o que resulta da sugestão social - dos tabus e do medo da perda do amor dos outros.
O sentimento de culpa valor, bem ao contrário disso,
resulta de valores próprios e da consciência clara de violação
a um padrão original, que no fundo, não passa de um auto-julgamento feito com liberdade.

A complicação surge quando se percebe a oposição completa entre esses dois mecanismos geradores de culpa.
Um, que é movido por sugestão social, e o outro, por convicção moral.

Segundo Odier, a culpa funcional é sinônimo de culpa verdadeira.
Com base nisso, pode-se dizer que é necessário
que o homem alcance este sentimento - o de culpa valor - pois só assim é que ele pode reconhecer o quão pecador é e quão culpado é diante do Deus Eterno.


TÉRCIO DE PAIVA FARIAS

AMOR DE MARIDO E ESPOSA






Para o marido, o amor deve ser Ativo e Protetor.

Para a esposa, o amor deve ser Passivo e Receptivo.

Não se trata de uma teoria qualquer, é regra da natureza.
Se o homem inverter esse papel,
E tornar-se Passivo e Receptivo em sua relação com a mulher, acabará neurótico.
Ficará desejando da mulher, em plena vida adulta, toda espécie de mimos que recebeu da mãe na infância.
Um bebê chorão, que não quer uma mulher para amar de forma Ativa e Protetora, mas uma que lhe encha de amor.

Pedro, o apóstolo das Escrituras, com autoridade e com toda razão, especificou:


"Mulheres, sejam sujeitas aos próprios maridos".
Amor Passivo e Receptivo.



"Maridos, co-habitai com elas,
Em entendimento, dando honra a elas como vasos mais fracos".

Amor Ativo e Protetor.
Por mais que digam o contrário, é assim que a relação conjugal funciona a contento.
Uma regra imutável da natureza.
TÉRCIO DE PAIVA FARIAS

terça-feira, 29 de maio de 2007

ORQUESTRA NO PONTO



Grupo de elite selecionado,
Aglomerado de puro talento
dado por Deus.
Todos se preparam para tocar
seu instrumento.
Disposição parece a
ninguém faltar.
Só uma ligeira falta de sintonia é que teima em prevalecer.


...tem que afinar.
Ninguém se entende.
Cada um na sua faz o que bem quer.
Parece mais uma réplica da torre de Babel.
Até que o maestro bate a batuta na sua estante.
Aos músicos o som que ecoa tem nome: nota lá.
A harmonia começa a se configurar.
O caos sonoro que agredia os ouvidos tão sensíveis,
Desaparece como que por encanto.

...tem que seguir a regência.

Nuanças de interpretação são propriedade do maestro.
Não são de maneira alguma da orquestra.
À ela cabe uma só coisa: seguir as determinações.
E nada pode sair fora do programado.
Caso alguém se aventure, pode ficar fora da companhia.
Sumariamente afastado.
Não há espaço para quinta-colunas.

...tem que tocar a mesma partitura.

Quer haja preferência pela música escolhida ou não,
Cada músico tem que tocar o que todos estão tocando.
Não importa nem se é um celebrado virtuoso,
Uma coisa por ali ele não é: solista.
Não passa de um componente a mais do corpo,
Pronto para produzir em conjunto.
Por meio da mesma partitura.


...tem que tocar para alguém.

Por melhor que seja o ensaio, não é uma apresentação.
Treino é treino e jogo é jogo, já diz o jargão do futebol.
Há os que são muito bons de treino.
Não estão expostos a nenhuma platéia exigente.
Na hora do jogo que vale, costumam tremer na base.
Morrem de medo das vaias, não podem merecer os aplausos.
A hora h é quando se passa pelo crivo da massa,
Passível de toda espécie de julgamento.
Seja injusto, preconceituoso, ou carregado de agressividade.
Cabe ao executor tão somente seguir em frente
e cumprir o seu papel.

...tem que tocar os corações.
Só técnica não resolve.
Administração por si mesma não produz evolução.
É como a moçoila certinha, mas sem sal, coitada!
Não brilha, não encanta e nem deslancha.
Falta-lhe aquele charme que incendeia os corações.
O público conhece quem tem o halo positivo.
Quando o percebe, a empatia é imediata.
Vai das lágrimas à alegria em profusão.
Torna-se dócil e se deixa conduzir hipnotizado,
Quebrantado, receptivo e humilde como um cordeiro.
Nesse estágio, a Glória do Senhor reina soberana.
A orquestra fica à beira da perfeição.
Executando com todo primor o concerto celestial.

TÉRCIO DE PAIVA FARIAS