quinta-feira, 14 de junho de 2007

CONVERSA DE PESCADOR






"Disse-lhes Jesus: Vinde após mim,
e eu vos farei pescadores de homens".
(Mt. 4:19)








Não sou pescador e tampouco afeito a essa arte tão fascinante para alguns.

Um desses experimentados no ramo

deu dica certeira aos principiantes: para pegar peixes é necessário conhecer seus hábitos, suas preferências e, principalmente, seu tipo de alimentação.

"Alguns - disse o especialista - gostam de águas calmas,
outros preferem as rápidas correntezas, alguns gostam de profundidade, outros optam por esconder-se entre rochedos submersos, sem contar que há aqueles que gostam de, simplesmente,
dar os seus pulinhos na superfície para um rápido banho de sol".
Sabendo disso, o que faz o hábil pescador ? 
Procura antever onde o peixe está, para onde irá e o que, provavelmente fará.

Se não fizer isso, o pescador pode ganhar tão somente
uma grande insolação.
Mas pode ser pior.
Como um bam-bam-bam dos pescados, ele pode fazer um papelão, se voltar com as mãos abanando e com fama de fanfarrão.

Por entender o princípio ensinado pelo especialista na pesca, é que Jesus foi tão eficiente em lidar com todo o tipo de pessoas.


Ele as compreendia como ninguém mais,
e por isso mesmo é que podia romper quaisquer barreiras que sinalizassem ruptura nos relacionamentos.

Em sua rede, tudo o que caía era peixe, infalivelmente.

O apóstolo Paulo, outro experimentado pescador - pescador de almas - também deu sua palhinha ensinando como fisgar preciosos pescados:

"Andai em sabedoria para com os que estão de fora, aproveitando bem cada oportunidade".
(Cl. 4:5)


Este escrito do apóstolo nos induz a pensar que antes de capturar os peixes preciosos, não devemos de maneira alguma, espantar os que ainda não foram alcançados, mesmo que não sejam tão preciosos assim a nosso ver.

Por mais que saibamos, às vezes, só podemos constatar a preciosidade de cada um depois fisgados.
Devemos aplicar toda sabedoria possível para não perder nenhuma oportunidade.
Só assim é que se pode pegar um cardume inteiro, a alegria suprema de um pescador.

Com tática tão infalível, nem os espertos tucunarés que se escondem em águas turvas e sombreadas, tampouco os lisos e escorregadios pacus escaparão de linhada tão eficiente.
Imaginem só, o banquete celestial regado com tanto peixão!



TÉRCIO DE PAIVA FARIAS

quarta-feira, 6 de junho de 2007



Tércio & Berg

INTENÇÃO DE DAR




Se, ao praticar o ato de dar você sentir que perdeu alguma coisa, a dádiva não foi feita com sinceridade.
Nada se multiplicará.
Se, ao praticar o ato de dar você sentir que houve má vontade de sua parte, a dádiva não foi portadora de energia alguma.
Nada se efetivará.


Saiba que por trás do ato de dar há um fator de importância capital que faz toda a diferença: a intenção do coração.
A intenção deve vir com um intuito apenas: o de gerar alegria.
Alegria para quem foi agraciado com a dádiva e alegria para quem deu graciosamente.
A intenção do coração quando firmada na alegria, tem o poder de manifestar a felicidade, e esta, por sua vez, firma-se como um ponto de apoio e suporte para a vida.
A sua vida.


TÉRCIO DE PAIVA FARIAS

sábado, 2 de junho de 2007

NACRE TRANSFORMADOR

O molusco abre sua concha a fim de sugar a água do mar como vem fazendo desde que existe.
Dessa vez, porém, algo não previsto aconteceu.
A água que escorre por seu sistema de filtragem deixou um grão de areia em seu corpo.
Por mais que faça, contorcendo-se de todas as formas, não consegue dar jeito algum na situação.
A partícula de sílica encravou-se entre a sua carne e a concha, de uma maneira tão encaixada, que não há como tirá-la de lá.
Não chega a representar uma ameaça à sua vida, mas é terrivelmente irritante e provoca uma dor lancinante em cada movimento que faz.

Quem já passou pela experiência de ter uma pedrinha no sapato pode muito bem entender a aflição da ostra, com uma diferença: ela não pode se desfazer de sua concha para extrair o grão de areia.
Tem que agüentar o incômodo pelo período que durar.

Deus, em sua misericórdia por todas as criaturas, deu um jeito na situação da coitada.
Proveu a ostra de uma secreção especial chamada nacre, que é expelida para circundar a pedra invasora a fim de minorar o seu sofrimento.
Com o tempo, a secreção se transforma num cisto protetor que embota as arestas cortantes do grão de areia.
O processo continua até ao ponto em que a dor é finalmente eliminada.

Entretanto, um outro tipo de incômodo surge e é causado pelo volume da excrescência formada sobre o objeto invasor.
A ostra passa a ter uma nova forma de aflição, com a qual tem que, obrigatoriamente conviver, porém, sem dor.

Um dia, um apanhador de ostras consegue alcançá-la, e ao abrir sua caçapa, retira maravilhado a maior pérola jamais vista em sua vida.
A dor, o incômodo e o sofrimento da ostra, depois de um período de, mais ou menos sete anos, torna-se agora em fonte de prazer e alegria para alguém completamente estranho a ela.

É evidente que nem todas as ostras produzem pérolas.
Algumas conseguem se desvencilhar do grão de areia e não sofrem, mas também não produzem pérolas.
Outras há que convivem ininterruptamente com a dor, talvez por causa de alguma deficiência que obsta a ação curativa do sistema de secreção, o nacre transformador.
Sofrem e não produzem pérolas.

Há pessoas que não conseguem suportar as provações.
E outras há que se agigantam em resistência diante da severidade dos testes.
Estas, com certeza, contarão com o Espírito Santo, o nacre que transforma as circunstâncias aflitivas em preciosas oportunidades - pérolas de altíssimo valor - que alegrarão e enriquecerão a caminhada de tantos semelhantes necessitados.

Que o Senhor seja louvado!
TÉRCIO DE PAIVA FARIAS

RASTOS


                 Rastos

PASSOS & PEGADAS

Há pecados que acabam em si mesmos; há outros que depois de acabados, ainda duram em suas conseqüências.

"Também pões os meus pés no tronco,
e observas todos os meus caminhos,
e marcas os sinais dos meus pés". ( Jó 13:27 )

Podemos interpretar o que Jó quis dizer a Deus da seguinte maneira:

O termo "pés no tronco" significa imobilização.
O patriarca pediu uma parada para que, impedido de qualquer iniciativa pessoal, pudesse ser avaliado em profundidade.

A expressão "observas todos os meus caminhos" dá conta da visualização de seus atos no sentido de avançar os pés em marchas regulares efetuadas.
O patriarca, fiado na retidão de seus passos, ousou colocar todas as suas ações empreendidas à mercê da visão perscutradora do Todo-Poderoso.

A frase "marcas os sinais dos meus pés" refere-se aos possíveis registros deixados por tantos caminhos enveredados.
O homem de Deus tinha plena certeza de que não havia uma pegada sequer que desabonasse a sua trajetória.

O que podemos deduzir da argumentação do patriarca diante de Deus ?
Ora, que passos passam e que pegadas ficam.

Jó fez foi um paralelo com o pecado e, confiante, aproveitou para convidar o Altíssimo para uma averiguação apurada de possíveis deslizes seus.

Ele estava firmado na tese de que pecados passam; conseqüências, estas ficam.
E o que fica dos pecados é o que Deus mais atentamente examina, logo, no seu caso, não havia nada a temer.

Ocorre porém, que Deus também pede conta dos pecados.
Ele está de olho vivo em ambos - nos pecados e nas conseqüências - nos passos e nas pegadas.

Que o Senhor seja louvado!
PR. TÉRCIO DE PAIVA FARIAS

PONTAPÉ NOS IMPEDIMENTOS


A entronização da lei de forma absoluta em nosso consciente nos causa embaraço.
Quanto mais ela prevalece no lado consciente, mais desordem, caos e erupções compulsivas se derramam como lavas no fundo do inconsciente.
E quanto mais moral o inconsciente se torna, mais pagão ele fica.
Dá para entender uma coisa dessa ?

A consciência, naturalmente, pressupõe a pré-existência de liberdade, e esta, só se manifesta em plenitude na Graça.
Só a Graça pode nos fazer perder o medo de ser.

E dar um pontapé com gosto em todos os impedimentos que atravancam o nosso caminho para a plenitude pessoal.

TÉRCIO DE PAIVA FARIAS

sexta-feira, 1 de junho de 2007

METADE DA OPORTUNIDADE











A oportunidade não é algo independente da mente.
Está diretamente relacionada a ela e depende por completo de sua atitude.


Uma perspectiva que se afigura a uma mente indiferente, por exemplo, nunca tornar-se-á uma oportunidade.
A impossibilidade se dá porque a perspectiva de uma oportunidade é apenas uma
parte dela.
É preciso a outra parte para que ela seja completa.


E como a oportunidade nunca é encontrada onde deveria ser, ou seja, na mente, tudo acaba ficando pela metade, o que ao fim das contas, não pode ser assinalado como oportunidade.

Isso explica todo o porquê dos indivíduos indiferentes viverem perdendo oportunidades sem ao menos se darem conta.

TÉRCIO DE PAIVA FARIAS